Para quem está se preparando para o exame de certificação IFRS do ICAEW, saber quais normas e temas têm maior peso e frequência na prova é fundamental para organizar um estudo eficiente. O conteúdo é amplo e abrange dezenas de normas, mas alguns módulos exigem atenção especial — tanto pelo volume de conteúdo quanto pela complexidade das questões que geram. Este artigo apresenta um mapa detalhado dos temas mais relevantes para a aprovação.
Por que alguns módulos merecem mais atenção do que outros?
O exame do ICAEW cobre todo o conteúdo programático, mas há temas que historicamente aparecem com maior frequência e que exigem um nível de domínio mais profundo. Normas que tratam de modelos de mensuração com cálculos complexos, como o IFRS 9 e o IAS 36, tendem a gerar questões que testam não apenas o conhecimento conceitual, mas também a capacidade de aplicar os critérios em situações numéricas. Normas que envolvem múltiplas etapas de reconhecimento, como o IFRS 3, exigem que o candidato domine toda a sequência do método de aquisição.
Instrumentos financeiros: IFRS 9 e IAS 32
O módulo de instrumentos financeiros é reconhecidamente um dos mais desafiadores da certificação. O IFRS 9 exige domínio do modelo de classificação de ativos financeiros baseado no modelo de negócios e nas características dos fluxos de caixa contratuais. As três categorias de mensuração — custo amortizado, valor justo por meio de outros resultados abrangentes e valor justo por meio do resultado — precisam ser completamente compreendidas, incluindo as regras de mensuração subsequente e os efeitos contábeis de cada categoria.
O modelo de perdas esperadas do IFRS 9, com seus três estágios, é outro tema recorrente: o candidato precisa saber classificar instrumentos entre os estágios, calcular as perdas esperadas nos diferentes horizontes e entender os efeitos no resultado e nas notas explicativas. O IAS 32 exige domínio da classificação entre passivo financeiro e instrumento de patrimônio, com atenção especial aos instrumentos compostos — como as debêntures conversíveis — e ao conceito de fixo por fixo para instrumentos de patrimônio.
Combinação de negócios e consolidação: IFRS 3 e IFRS 10
O módulo de consolidação e combinação de negócios costuma ter representação expressiva no exame. O IFRS 3 exige domínio completo do método de aquisição: identificação da adquirente, determinação da data de aquisição, reconhecimento e mensuração dos ativos identificáveis e passivos assumidos a valor justo, cálculo do goodwill nas duas modalidades de mensuração da participação não controladora, e tratamento da compra vantajosa. Questões que envolvem o cálculo da alocação do preço de compra e o tratamento do período provisório de 12 meses são frequentes.
O IFRS 10 exige compreensão do conceito de controle em suas três dimensões: poder sobre a investida, exposição a retornos variáveis e capacidade de utilizar o poder para afetar os retornos. Questões que envolvem eliminações de saldos e transações intragrupo também aparecem com regularidade.
Ativos não financeiros: IAS 16, IAS 38 e IAS 36
A IAS 16 exige domínio dos conceitos de reconhecimento inicial, modelos de mensuração subsequente — custo e reavaliação —, cálculo de depreciação por componentes e tratamento de baixas. A IAS 38, sobre ativos intangíveis, exige atenção especial ao teste de separabilidade e à distinção entre pesquisa e desenvolvimento.
A IAS 36 é frequentemente apontada como uma das normas mais complexas do exame. O candidato precisa dominar os conceitos de valor em uso — incluindo o cálculo do valor presente dos fluxos de caixa futuros —, valor justo menos custos de venda, identificação de unidades geradoras de caixa e alocação do impairment entre os ativos da UGC, com tratamento especial para o goodwill.
Passivos: IAS 37, IAS 19 e IAS 12
A IAS 37 exige domínio dos critérios de reconhecimento de provisões — obrigação presente, probabilidade de saída de recursos e estimativa confiável — e da distinção entre provisões reconhecidas e passivos contingentes divulgados. A IAS 19 aborda os planos de benefício definido e o tratamento dos ganhos e perdas atuariais. A IAS 12 é considerada um dos temas mais desafiadores: o candidato precisa calcular diferenças temporárias, reconhecer ativos e passivos fiscais diferidos e entender os critérios de compensação entre eles.
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