Dupla Materialidade, Materialidade Financeira e Materialidade de Impacto
ESGIFRS Banks
Publicado em: 25 de fevereiro de 2025
Cursos FBM - Artigo Materialidade Financeira - Fevereiro

A materialidade financeira tornou-se um conceito essencial na divulgação de informações de sustentabilidade, especialmente diante das novas regulações e exigências globais. No contexto empresarial, a dupla materialidade une a materialidade financeira e a materialidade de impacto, permitindo uma análise mais abrangente sobre riscos e oportunidades corporativas.

Neste artigo, você entenderá o que significam esses conceitos e por que eles são fundamentais para a transparência corporativa e a sustentabilidade empresarial.

O que é Materialidade Financeira?

A materialidade financeira refere-se a informações que afetam a situação econômico-financeira de uma empresa e podem influenciar a tomada de decisão de investidores, acionistas e stakeholders financeiros.

Esse conceito está diretamente ligado a padrões globais como:

  • International Financial Reporting Standards (IFRS)
  • Sustainability Accounting Standards Board (SASB)

A materialidade financeira avalia riscos e oportunidades ESG (ambientais, sociais e de governança) que impactam os resultados financeiros de uma organização.

Exemplo de Materialidade Financeira

Imagine uma empresa do setor de energia enfrentando riscos regulatórios relacionados às emissões de carbono. Se esses riscos afetarem sua lucratividade, financiamento e valor de mercado, a empresa deve reportá-los.

Outro exemplo é a escassez de recursos naturais, que pode comprometer a capacidade produtiva de uma indústria e, consequentemente, impactar os interesses dos investidores.

O que é Materialidade de Impacto?

Já a materialidade de impacto considera os efeitos das atividades de uma empresa no meio ambiente e na sociedade, independentemente de como isso influencia suas finanças.

Essa abordagem está alinhada com reguladores, consumidores, trabalhadores e comunidades afetadas pelas operações corporativas.

O Global Reporting Initiative (GRI) é um dos principais frameworks que promovem essa perspectiva, incentivando a divulgação de impactos ambientais, sociais e de governança (ESG) com base em sua relevância para a sociedade.

Exemplo de Materialidade de Impacto

Uma mineradora pode causar grandes impactos ambientais em ecossistemas locais e comunidades, mesmo que isso não gere perdas financeiras imediatas. A divulgação dessas informações permite que stakeholders avaliem as práticas socioambientais da empresa e sua responsabilidade corporativa.

O que é Dupla Materialidade?

A dupla materialidade integra os dois conceitos, reconhecendo que uma informação pode ser relevante tanto financeiramente quanto em termos de impacto socioambiental.

Esse conceito foi amplamente incorporado em regulações como:

  • Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa da União Europeia (CSRD – Corporate Sustainability Reporting Directive)
  • Normas do Global Reporting Initiative (GRI)

A dupla materialidade melhora a transparência corporativa, pois possibilita que empresas reportem informações que são cruciais para investidores e para a sociedade.

Por que a Dupla Materialidade é Importante?

A adoção da dupla materialidade traz benefícios como:

Maior transparência corporativa
Melhor tomada de decisão para investidores e reguladores
Práticas empresariais mais sustentáveis
Atendimento às demandas globais de responsabilidade socioambiental

Conclusão

A materialidade financeira, a materialidade de impacto e a dupla materialidade são conceitos fundamentais para a sustentabilidade empresarial e a divulgação de informações regulatórias. Empresas que adotam essas práticas fortalecem sua transparência, mitigam riscos e se alinham às expectativas de um mercado cada vez mais voltado para a responsabilidade socioambiental.

Se a sua empresa deseja se adequar às novas exigências e reportar seus impactos de maneira eficaz, entender a materialidade financeira e a dupla materialidade é o primeiro passo para uma gestão sustentável e estratégica.


Quer fortalecer a transparência da sua empresa?

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Escrito pelo Samy Sayed, Doutor, Mestre e Bacharel em Ciência Contábeis pela FEA-USP, FSA Credential (L1) – IFRS Foundation e Coordena

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Diretor Executivo de Contabilidade e Impostos na CI&T Inc., contador registrado no Brasil e nos Estados Unidos (CPA).

Membro do Global Preparers Forum da Fundação IFRS e membro convidado do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) no Brasil.
Atua também como consultor e professor em cursos de Pós-Graduação e MBA na Faculdade Fipecafi.

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Marco Duarte

Superintendente de Finanças  

Formado em Ciências Contábeis e Ciências Econômicas pela PUC-SP, com MBA em Gestão de Negócios e Finanças pela FIA Business School.

Possui mais de 20 anos de experiência profissional no mercado financeiro, tendo atuado como auditor pela PwC por 14 anos, nos escritórios de São Paulo e Londres, atendendo multinacionais e grandes instituições financeiras. Atualmente, atua na área de Finanças do Itaú Unibanco, um importante conglomerado financeiro com negócios no Brasil e Exterior

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COSIF em Foco

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Lucas Díaz

Gerente Sênior de Consultoria Gerente Sênior de Consultoria na KPMG com foco no suporte ao setor bancário e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e CVM. Lucas é responsável pela gestão de diversos projetos como auditoria interna, suporte técnico contábil para equipes de auditoria externa, implantação de normas contábeis (BRGAAP, BCB e IAS/IFRS) e projetos de auditoria interna e diagnóstico regulatório em áreas de segunda linha de defesa.

Possui sólidos conhecimentos do mercado financeiro e de capitais. Suas competências estão direcionadas para análises de controles internos, incluindo SOX, Gestão Integrada de Riscos, mapeamento de processos regulatórios e projetos relacionados à Auditoria Interna de PLD e Compliance.

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Principais novidades e mudanças nos CADOCs e Resoluções CMN 4966 e BCB 352

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Lucas Díaz

Gerente Sênior de Consultoria Gerente Sênior de Consultoria na KPMG com foco no suporte ao setor bancário e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e CVM. Lucas é responsável pela gestão de diversos projetos como auditoria interna, suporte técnico contábil para equipes de auditoria externa, implantação de normas contábeis (BRGAAP, BCB e IAS/IFRS) e projetos de auditoria interna e diagnóstico regulatório em áreas de segunda linha de defesa.

Possui sólidos conhecimentos do mercado financeiro e de capitais. Suas competências estão direcionadas para análises de controles internos, incluindo SOX, Gestão Integrada de Riscos, mapeamento de processos regulatórios e projetos relacionados à Auditoria Interna de PLD e Compliance.

 

 

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Instrutor FBM

Doutor, Mestre e Bacharel em Ciências Contábeis pela FEA-USP. FSA Credential (L1) – IFRS Foundation

Diplomado e certificado em IFRS pela Association of Chartered Certified Accountants (ACCA-UK). Certificado em IFRS e IFRS for SMES pela The Institute of Chartered Accountants of England and Wales (ICAEW-UK).

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Mais de 15 anos de experiência em normas de sustentabilidade e contábeis

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Impactos da Resolução CMN 4.966/21 na Contabilidade das Cooperativas de Crédito

A Resolução CMN n° 4.966 de 25/11/2021 trata sobre os conceitos e os critérios contábeis aplicáveis a instrumentos financeiros, bem como para a designação e o reconhecimento das relações de proteção (contabilidade de hedge) pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A pergunta que fica é: quais são os impactos da Resolução CMN 4.966/21 na Contabilidade das Cooperativas de Crédito?

 

Mentores:

Edivan Pommerening

Professor Universitário em cursos de graduação, pós-graduação e extensão ligados à contabilidade, administração e economia, com foco em cooperativismo / Gerente de Governança e Compliance de um Sistema Cooperativo de Crédito.

 

Samir Sayed

Instrutor FBM

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Descomplicando o Compliance: Ética e Integridade como Diferenciais Competitivos

No período de planejamento estratégico anual, o compliance deve ocupar um papel central, ajudando a empresa a definir direções claras e ações que refletem seus valores. A questão é: como alinhar compliance e crescimento de forma integrada, fazendo da ética um ativo estratégico?

 

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Renata Schop Especialista em Compliance e Gestão de Risco com mais de 30 anos de experiência no mercado financeiro, atuando como Diretora de Compliance no Bank of América Merrill Lynch por mais de 15 anos. Com uma carreira dedicada à construção de uma cultura de ética e integridade, foi responsável pela implementação de programas globais de compliance e conduziu iniciativas para fortalecer a governança e a resiliência organizacional na América Latina. Atuou como membro votante do Comitê Global de Políticas e liderou programas de treinamento que consolidaram os valores éticos da instituição. Atualmente, dedica-se a compartilhar seu conhecimento e auxiliar empresas a transformar compliance em um diferencial competitivo.

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Contabilização de Câmbio: Principais mudanças de acordo com o Novo Cosif

Nesta aula intensiva de uma hora, exploramos as mudanças mais relevantes na contabilização das operações de câmbio, destacando a nova dinâmica de reconhecimento e mensuração das exposições de compra e venda de moeda estrangeira, além dos impactos no cálculo do valor justo, conforme as diretrizes da Resolução CMN nº 4966/2021.

 

Mentor

Lucas Díaz

Gerente Sênior de Consultoria Gerente Sênior de Consultoria na KPMG com foco no suporte ao setor bancário e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil e CVM. Lucas é responsável pela gestão de diversos projetos como auditoria interna, suporte técnico contábil para equipes de auditoria externa, implantação de normas contábeis (BRGAAP, BCB e IAS/IFRS) e projetos de auditoria interna e diagnóstico regulatório em áreas de segunda linha de defesa.

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SCDs no Brasil: Regras Contábeis e Exigências do BACEN

Venha aprender o que é uma Sociedade de Crédito Direto e as principais normas contábeis do BACEN aplicáveis.

Descubra o mercado de Fintechs de crédito no Brasil, onde estão inseridas as SCDs, principais normas contáveis do BACEN aplicáveis às SCDs e os reportes contábeis requeridos pelo BACEN.

 

Mentora

Priscila Mariana Zalamena

Coordenadora de Finanças - Itaú Unibanco

Administradora de empresas e contadora, pós graduada em gestão tributária, em IFRS e em Finanças, Contabilidade e Controladoria.

Construiu carreira ao longo de 20 anos em uma instituição financeira brasileira de grande porte, atuando principalmente na área de finanças. Possui conhecimentos em contabilidade de instituições financeiras e demonstrações contábeis.

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Materialidade de Impacto, Financeira e Dupla.

Conceitos de materialidade de impacto, materialidade financeira e dupla materialidade, com foco nas exigências regulatórias (como CSRD/ESRS/ISS/CBPS/GRI) e nos desafios práticos das empresas.

 

Mentor:

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Instrutor FBM

Doutor, Mestre e Bacharel em Ciências Contábeis pela FEA-USP. FSA Credential (L1) – IFRS Foundation

Diplomado e certificado em IFRS pela Association of Chartered Certified Accountants (ACCA-UK). Certificado em IFRS e IFRS for SMES pela The Institute of Chartered Accountants of England and Wales (ICAEW-UK).

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Tributação das cooperativas de crédito: reflexos e demandas contábeis

Essa aula é um mergulho prático no universo da tributação das cooperativas de crédito, explorando suas particularidades legais e impactos diretos na contabilidade.

O objetivo é traduzir normas e exigências em linguagem simples, mostrando como aplicá-las no dia a dia profissional.

Mais que teoria, é conhecimento aplicado para gerar segurança e assertividade nas decisões contábeis.

 

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Edivan Pommerening

Professor Universitário em cursos de graduação, pós-graduação e extensão ligados à contabilidade, administração e economia, com foco em cooperativismo / Gerente de Governança e Compliance de um Sistema Cooperativo de Crédito.

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Descomplicando o FRTB (Fundamental Review of the Trading Book)

A mais importante e abrangente etapa de implementação do FRTB – Fundamental Review of the Trading Book – entrará em vigor em 2027. Para que as instituições estejam prontas, será necessário um planejamento criterioso de ações, com alterações significativas em bases de dados, procedimentos, controles e reportes.

Esta aula foi concebido para atender à crescente demanda por conhecimento sobre a mais recente e significativa mudança promovida por Basileia 3. No Brasil, a implementação do FRTB foi dividida em quatro fases pelo Banco Central. As fases 1 e 2 já foram concluídas e servem como base preparatória para a Fase 3 – a mais relevante e complexa, com impacto direto sobre todas as instituições que operam com carteira trading. A previsão de entrada em vigor em janeiro de 2027 tem mobilizado o planejamento de diversas instituições, especialmente para o ano de 2026.

Destinado a profissionais de instituições financeiras, auditorias e consultorias que precisam compreender as mudanças regulatórias previstas para 2027. As principais instituições financeiras do Brasil já vêm se preparando há anos para essa transição.

 

Mentor

Aníbal Codina
Consultor na MAPS AS

Engenheiro mecânico pela Escola de Engenharia da UFRJ, com pós-graduação em Administração pelo COPPEAD; atuou 20 anos no mercado financeiro no Banco da Bahia (BBM), Banco Pactual, Facilita CFI (Lojas Americanas), Banco ABN AMRO, Banco Itaú e Banco ABN AMRO Real.

Desde 2007 dedica-se a consultorias e treinamentos nas áreas de gestão, controle e reporte de ALM, riscos e capital.

Palestrante em eventos da ABBC, ABBI e FEBRABAN, professor da FBM Educação e FEBRABAN Educação

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