Reporte de Sustentabilidade: o que é, para que serve e quem são os principais normatizadores
ESG
Publicado em: 28 de abril de 2025
Cursos FBM - Blog Reporte de Sustentabilidade

O reporte de sustentabilidade tem se consolidado como uma prática essencial para empresas comprometidas com a transparência, responsabilidade e desenvolvimento sustentável. Mais do que uma exigência regulatória, ele representa um diferencial estratégico no mercado global.

Para apoiar essa jornada rumo à clareza e padronização das informações de sustentabilidade, diversos normatizadores internacionais surgiram com estruturas e diretrizes específicas. Entre os principais estão:

  • ISSB (International Sustainability Standards Board)
  • GRI (Global Reporting Initiative)
  • TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures)
  • CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive)

A seguir, entenda o papel de cada um desses normatizadores e como eles contribuem para a elaboração de um reporte de sustentabilidade eficaz.


O que é o Reporte de Sustentabilidade?

O reporte de sustentabilidade é um documento no qual a empresa comunica seus impactos e estratégias nas áreas ambiental, social e de governança (ESG). Ele permite que investidores, clientes e demais stakeholders compreendam os riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade nos negócios.

Além disso, o reporte é uma ferramenta valiosa para:

  • demonstrar o compromisso com práticas responsáveis;
  • fortalecer a reputação corporativa;
  • atrair investimentos;
  • mitigar riscos regulatórios e operacionais.

Os principais normatizadores do Reporte de Sustentabilidade

1. ISSB – International Sustainability Standards Board

Criado pela Fundação IFRS, o ISSB tem como missão desenvolver uma base global padronizada para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade.

As normas do ISSB são voltadas especialmente para investidores e priorizam:

  • comparabilidade entre empresas;
  • consistência e confiabilidade nos dados;
  • foco em riscos e oportunidades de sustentabilidade.

Destaque: A norma IFRS S2, focada em clima, incorpora as recomendações do TCFD.


2. GRI – Global Reporting Initiative

A GRI é uma das estruturas de reporte mais utilizadas no mundo. Trata-se de uma organização independente que estabelece diretrizes completas para relatar desempenho ESG.

Suas diretrizes são baseadas em três pilares:

  • materialidade: o que é relevante para a empresa e suas partes interessadas;
  • inclusividade: envolvimento dos stakeholders no processo de reporte;
  • contexto de sustentabilidade: conexão entre os impactos da empresa e os desafios globais.

A GRI é amplamente adotada por organizações que desejam fortalecer o diálogo com a sociedade e promover uma cultura de melhoria contínua.


3. TCFD – Task Force on Climate-related Financial Disclosures

Desenvolvido pelo Financial Stability Board, o TCFD fornece recomendações sobre como reportar riscos e oportunidades associados às mudanças climáticas.

As informações devem estar organizadas em quatro pilares:

  • Governança
  • Estratégia
  • Gestão de riscos
  • Métricas e metas

O TCFD busca integrar o tema climático à análise de riscos financeiros, sendo referência para empresas que desejam avançar em sua governança climática.


4. CSRD – Corporate Sustainability Reporting Directive

A CSRD, iniciativa da União Europeia, substitui a antiga NFRD e amplia significativamente os requisitos de reporte de sustentabilidade.

A nova diretiva exige que as empresas divulguem informações detalhadas sobre:

  • impactos ambientais, sociais e de governança (ESG);
  • riscos e oportunidades sustentáveis;
  • processos de verificação externa das informações reportadas.

Empresas sujeitas à CSRD precisam alinhar seus relatórios a padrões robustos e auditáveis, reforçando a credibilidade e confiabilidade dos dados divulgados.


Por que investir em um bom Reporte de Sustentabilidade?

Elaborar e divulgar um reporte de sustentabilidade traz diversos benefícios, entre eles:

  • Fortalecimento da marca e reputação
  • Acesso facilitado a investidores conscientes
  • Relacionamento mais transparente com stakeholders
  • Identificação de oportunidades de inovação e eficiência

Além disso, empresas que reportam de forma transparente demonstram compromisso com o desenvolvimento sustentável, promovendo impactos positivos no meio ambiente e na sociedade.


Conclusão

O reporte de sustentabilidade não é apenas uma obrigação regulatória — é uma estratégia de gestão e comunicação de valor. Normatizadores como ISSB, GRI, TCFD e CSRD oferecem os frameworks necessários para que as empresas comuniquem com clareza suas ações e compromissos sustentáveis.

Adotar boas práticas de reporte fortalece a posição da empresa no mercado, atrai investimentos responsáveis e contribui para um futuro mais sustentável.


Se sua empresa ainda não começou a reportar informações de sustentabilidade, este é o momento ideal para se adaptar. O futuro exige transparência, responsabilidade e ação.

Garanta seu lugar e esteja pronto para liderar a transformação sustentável em sua empresa ou carreira.

Escrito pelo Samy Sayed, Doutor, Mestre e Bacharel em Ciência Contábeis pela FEA-USP, FSA Credential (L1) – IFRS Foundation e Coordenador Técnico da FBM Educação.

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